Para ajudar a inibir o assédio durante o Carnaval em Santa Catarina, o coletivo feminista Não é Não! quer confeccionar e distribuir tatuagens temporárias contra o assédio durante a folia. A ação nasceu em 2017, onde 40 mulheres do Rio de Janeiro distribuíram 4 mil tatuagens. Hoje, a ação já acontece em 15 estados e em 2019 confeccionou 120 mil tatuagens. Em 2020, além de Santa Catarina, o grupo estreia nos estados do Amapá, Espírito Santo, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul.
Para a deputada Luciane Carminatti (PT), a campanha nasceu para discutir o comportamento machista e preconceituoso. “Estamos entrando no período de carnaval, que tem grande histórico de assédios. É por isso que a campanha nacional começou. Para discutir o comportamento machista e preconceituoso”, informa a deputada estadual.
Os recursos da campanha são obtidos através de colaboração espontânea. Dependendo do valor enviado, recompensas são dadas as participantes, como eco copo e ecobag personalizados da Não é Não, artigos de decoração, crochê, planner entre outros objetos.
Para Luciane, a campanha Não é não! ressalta o carnaval como cultura e expressão da sociedade. “Nós não queremos debater ideologia, nem direita e nem esquerda. Queremos pensar nos direitos iguais e na dignidade das pessoas. A convivência em sociedade pressupõe limites”, conclui.
Já o deputado catarinense Jessé Lopes (PSL) se opôs nas redes sociais a uma campanha contra o assédio no carnaval. Para o político, a iniciativa de um movimento feminista de distribuir tatuagens que dizem ‘Não é Não’ pretende ‘tirar o direito da mulher poder ser assediada’.
Jessé acusa o movimento de ser ‘extremista’
“Após as mulheres já terem conquistado todos os direitos necessários, inclusive tendo até, muitas vezes, mais direitos que os homens, hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas tirar direitos. Como, por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ser ‘assediada’ (ser paquerada, procurada, elogiada…). Parece até inveja de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil”.
O deputado classifica como assédio ‘no sentido que o próprio movimento generaliza (dar em cima), e não de atos agressivos e perturbantes’.
Mais informações sobre a ação encontram-se no site https://benfeitoria.com/canal/naoenao
Redação Içara News



















