Dizem que a vida é imprevisível. Por mais planos e metas que alguém estabeleça, num minuto tudo pode mudar. E foi o que aconteceu com o estudante de Educação Física Jeferson Francisco, de 21 anos. Ao se dirigir para o trabalho em Içara, o jovem viu a rotina ser totalmente alterada após um acidente em que sofreu uma lesão raquimedular que o deixou paraplégico. Mas ele segue firme no tratamento, já recuperou alguns movimentos e tem como meta voltar a andar.
Além do tratamento que já realiza nas clínicas da Unesc, em Criciúma, o universitário agora está em Brasília, onde recebe acompanhamento no Hospital Sarah Kubitschek, unidade especializada e referência em recuperação de pacientes com trauma raquimedular (TRM).
“O objetivo da minha vinda é para reaprender a viver, pois preciso aprender a fazer tudo de uma nova maneira”, explica, citando que também passa por exames periódicos. “Muitas pessoas acham que o Sarah é mágico, que entrarão numa cadeira de rodas e sairão andando. Isso pode acontecer, mas não por algum tratamento exclusivo, e sim porque a pessoa já tinha um potencial para voltar a andar”, comenta o rapaz.
Ele frisa que os profissionais do hospital dão aulas aos pacientes com TRM. “Aqui se aprende muito a respeito dessa nova condição de vida”, afirma. Jeferson deve ter alta no dia 30, contudo, a liberação pode ser antecipada. “Cheguei bem adaptado, com um bom condicionamento físico. Já fazia coisas como empinar a cadeira de rodas e a transferência para o carro ou a cama sozinho, enfim, já estava bem independente”, salienta.
O estudante explica que um dos principais exercícios que faz na capital federal são as barras paralelas. “Já estou realizando o treinamento de marcha. Tenho um pouco do movimento na perna esquerda e a direta começou a voltar. Está com contração, mas a musculatura ainda está muito fraca e não permite movimentos”, avalia.
Especial Jornal Gazeta


















