Içara perde 613 postos de trabalho em 2015

O Ministério do Trabalho e Previdência Social divulgou na quinta-feira, dia 21, os dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), através dos quais é possível apurar os números de admissões e demissões realizadas no país durante o ano de 2015. As estatísticas oficiais mostram fechamento de postos de trabalho por todo o Brasil e a situação verifica-se também em Içara, onde o déficit registrado foi de 613 vagas.

Conforme o vice-prefeito licenciado de Içara, que também acumula a secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, Sandro Giassi Serafin, a redução já era esperada. “Com a crise, as empresas cortaram custos, diminuindo o quadro de pessoal”, explica. Assim como no restante do país, a indústria foi o setor que mais demitiu no município, fechando 599 postos de trabalho. “As empresas que trabalham com exportação conseguiram aumentar seu mercado. Já aquelas que vendem no mercado nacional e precisam importar a matéria-prima sofreram com a alta do dólar. Atuando num espaço muito concorrido e tendo um lucro menor, acabaram reduzindo os postos de trabalho, segurando para ter uma reserva de capital”, aponta.

Serafin destaca que ainda não teve acesso aos dados para saber se quem perdeu o emprego no ano passado são trabalhadores que residem em Içara. “Se forem e não conseguirem a recolocação no mercado de trabalho, isso vai refletir sobre outros setores da economia, como o comércio”, pontua.

Equilíbrio com a vinda de novas empresas

Segundo ele, a esperança de equilibrar a oferta e a procura por uma colocação é a vinda de novas empresas para Içara. “Acreditamos que até junho alivie a crise, mas acreditamos que o equilíbrio aconteça com a abertura de 2 mil vagas pelo Nações Shopping. O compromisso que o empreendedor tem com Içara é de destinar para cá esses postos de serviço, já que a movimentação financeira irá para Criciúma”, cita.

De acordo com o Caged, Içara teve 7.135 admitidos em 2015, contra 7.748 demitidos, fazendo cair para 15.044 o número de trabalhadores com carteira assinada no município. As funções que mais admitiram foram as de embalador (64 vagas), ajudante de confecção (51) e costureiro na confecção em série (40). Já as que mais demitiram foram as de almoxarife (-45), soldador elétrico (-37) e operador de máquinas fixas (-36).

Na extração mineral, houve mais admissões que demissões, assim como no serviço industrial de utilidade pública e na agricultura. Além dos 599 postos fechados na indústria de transformação, o município registrou 23 no comércio e 16 na construção civil.

 

Especial Jornal Gazeta

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