sábado, 7 fevereiro, 2026
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Hidrogel deve ser aplicado com cautela para evitar riscos

A busca pela beleza e por padrões que, muitas vezes, as revistas e a televisão impõe às mulheres, tem feito muitas brasileiras a buscarem alternativas de atenderem essas exigências. A modelo Andresa Urach, que hoje é apresentadora de tevê, é um exemplo. Ela se submeteu a um procedimento para implantação do hidrogel há cinco anos. Em julho de 2014, sentiu dores e passou por duas cirurgias para drenar o restante do produto que ainda estava em seu organismo, o que resultou em uma infecção generalizada. Até esta quarta-feira, Andresa respirava com a ajuda de aparelhos.

A médica cirurgiã plástica Glayse June Favarin, afirma que mesmo após anos de aplicação, ainda resta produto no corpo da paciente. “O hidrogel, vendido no Brasil como Aqualifit, é um preenchedor semipermanente, ele não vai durar a vida toda. Os efeitos permanecem por dois anos, e você pode encontrar resquícios do produto até cinco anos depois’, explica.

O produto tem liberação da Anvisa, e é utilizado no mercado desde 2008. “A tendência é de utilizar sempre produtos absorvíveis, porque você tem maior controle. No caso do hidrogel, em longo prazo pode causar uma reação de corpo estranho, processo inflamatório crônico, é a pior complicação e a mais comum”, relata.

Essa reação demora de um ou dois anos. “O resultado que você queria nesse período já passou, mas ficou uma sequela, por isso há uma tendência geral de evitar esse produto”.

De acordo com Glayse, o hidrogel entrou no mercado da cirurgia plástica para preenchimento na face. “Utilizamos pequenos volumes para fazer volumetria, em tecidos bem profundos próximo ao osso, para preencher maçã do rosto, marcas de expressão, para aumentar o queixo, 3 mls ou 5mls, volumes bem pequenos, quanto menor o volume, menor risco, menor sequela e menos chances de processo inflamatório”, exemplifica. 

Três dicas antes de realizar qualquer procedimento:

O produto que vai ser utilizado: verificar a marca do preenchedor, data da validade, se o fabricante tem liberação da Anvisa. Os médicos sérios geralmente avisam qual o produto da preferência deles e mostram para o paciente o que será utilizado;

Quem aplica: procurar sempre médicos especializados, evitar fazer em salões de beleza ou com profissionais que “se aventuram”.

Local: você pode ter reação alérgica, processo inflamatório, infecção se não for o local ideal. O recomendado é fazer em clínicas ou hospitais.

 

Especial Jornal Gazeta 

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