“Não há suspeitos e testemunhas”, diz delegado

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    A Polícia Civil de Içara inicia nesta sexta-feira, dia 6, o recolhimento de depoimentos de familiares e amigos da jovem Vivian Lais Philippi, encontrada morta na tarde de quarta-feira, no bairro Jardim Silvana.  O delegado Rafael Iasco, responsável pelo caso, informa que há dificuldade em identificar um suspeito.

    “Não há testemunhas. Conversamos apenas com alguns vizinhos, que passaram algumas informações um tanto vagas sobre um indivíduo magro, com o cabelo cheio. É um crime difícil, não havia nenhuma câmera de segurança no local. Era um loteamento com poucas casas, com mato alto. A população está ajudando com várias denúncias, mas até o momento não chegamos a nenhum suspeito”, disse.

    O Instituto Geral de Perícias (IGP) fez análise no local, no momento do recolhimento do corpo, e encontrou alguns indícios, como pedaços dos óculos da garota. A jovem foi encontrada seminua e morreu por asfixia, por volta das 17h.  Seu corpo tinha marcas  de violência na cabeça e nas mãos

    Vivian cursava Farmácia na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e tinha saído de casa para entregar currículos. Ela foi atacada próximo a sua residência. O enterro acorreu ontem no cemitério de Vila Nova.

    Luto no município

    Uma passeata contra a violência está marcada para as 10h deste sábado, em Içara. A caminhada, que é iniciativa da juventude de lideranças políticas, começará na Praça Presidente João Goulart e irá até a Praça da Juventude Fernando Pacheco.

    O comércio do município aderiu ao movimento pela paz e fechará as portas no mesmo horário, além de combinar o uso de roupas brancas e o uso de faixas como sinal de luto.

     

    Colaboração: Kiara Domit/Agência RBS