A limitação do homem

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    O homem, por natureza, é limitado. É escravo do tempo e do espaço. Não pode fazer, sequer duas coisas ao mesmo tempo assim como não pode estar em dois lugares. O homem é limitado pois desconhece o futuro e não pode fazer nada com o que já deixou para trás. O homem vive da percepção e nem todos o seres humanos conseguem ser felizes em 100% de suas percepções. O homem é lógico e quanto mais ele vive, mais suas lógicas desmoronaram. O ser humano seleciona e é selecionado, julga e é julgado, tenta corresponder e nem sempre é correspondido. Então este aglomerado de carne, ossos e consciência é nada? A resposta é não. 

    Podemos fazer das limitadas horas, momentos de grande energia e satisfação, fazer do lugar onde estamos, um lugar especial. Não precisamos prever o futuro, porém, caminhar em direção a ele é o princípio do homem corajoso e vitorioso. Quanto mais se conquistam espaços mais entendemos que fazemos parte de um processo contínuo de maturidade onde a vida não é um complexo matemático com variáveis conhecidas por todos. Viver é entender a si mesmo sendo realista com o meio, as pessoas e as ocasiões. Compreender que nada acontece ao acaso e que sem esforço a tendência do homem é se anular. Se não podemos resistir a realidade dos fatores determinantes da existência, podemos nos render aos louvores de estar existindo. Existir para a natureza, para o tempo, para as pessoas, para o presente. No princípio deste existir há algo que é ilimitado: a nossa capacidade de transformar nossas decepções e tristezas em forma para vencer. Com isso estaremos sendo mais do que criativos. A criatividade é ilimitada.