A história do aposentado Benjamin Medeiros Fernandes, 73 anos, com seu fusca, 1983, já resiste há quase sete anos. Dono de uma oficina mecânica em Içara, ele conta que o veículo entrou em um negócio. Na época até pensou em passá-lo adiante, mas resolveu ficar com o fusquinha que se tornou seu fiel escudeiro. “Nos bons tempos sempre tive carro do ano, mas após alguns problemas financeiros não deu mais. Comprei um Corcel 86 e depois veio Fusquinha que se tornou meu xodó. Na época reformei todinho e ficou novinho”, conta seu Benjamim sobre o carro.
E é com ele, que o aposentado anda para lá e para cá. Leva sua neta para a escola, vai ao supermercado, dá suas voltinhas por ai, e afirma que já recebeu várias propostas, mas não vende o carro de forma alguma. “É o meu companheiro de batalha”, fala carinhosamente.
Seu Benjamin garante a economia do Fusquinha. “Coloco R$ 25 e ando a semana inteira. Geralmente vou até Criciúma e outras cidades aqui perto e acredito que se precisar ele vai longe, até porque nunca me deixou na mão. Claro, que uma peça ou outra sempre é bom trocar, mas a manutenção dele não é dispendiosa”, fala ele satisfeito sobre o potencial do veículo.
Outro apaixonado por seu Fusca é o funcionário público, Jucemar Simão, Mazinho, 43 anos, que adquiriu o modelo ano 1973, na cor verde há quatro anos. “Meu primeiro carro aos 20 anos de idade foi um Fusca. Fiquei com ele por um bom tempo, vendi, mais sempre tive vontade de ter outro”, revela.
Depois de investir em torno de R$ 12 mil, na reforma, Mazinho utiliza o carro para atividades do dia a dia junto com seu carro mais atual. “Uso ele para trabalhar e também aos finais de semana para sair. É a minha paixão, não tem jeito”, destaca. Famoso em Içara, o veículo foi o mascote em uma campanha política. “Não adianta, o fusca faz parte da história da gente”, finaliza.
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