A exposição “Encontros Paralelos” será aberta ao público amanhã, dia 19 de fevereiro, às 17h, na Estação da Arte Galeria, no Shopping Della, em Criciúma. A visitação estará aberta ao público a partir do dia 20, seguindo até 11 de março, com entrada gratuita e classificação livre. A coletiva reúne obras dos artistas visuais M. Otávio Dagostim, Heitor Machado e Luiz Gustavo Corrêa, e integra o calendário oficial do Movimento Sul Catarinense, dentro do Circuito das Artes Visuais 2026.
Com trabalhos em desenho, pintura e instalação, a exposição apresenta três pesquisas artísticas distintas que se cruzam a partir de experiências íntimas e visões particulares de mundo. As obras transitam entre o caos e o sombrio, o silêncio e a relação com a natureza, além da introspecção e do isolamento como linguagem poética.
Logo após a abertura, o artista visual Otávio Dagostim explica que a proposta da exposição é evidenciar o universo particular de cada artista, sem perder o sentido de diálogo coletivo. “Encontros Paralelos reúne três artistas da região Sul que produzem de formas completamente diferentes. A ideia é apresentar esses universos lado a lado, permitindo que o público perceba como cada pesquisa se desenvolve a partir de experiências próprias, mas se encontra no campo da arte contemporânea”, afirma.
A pesquisa de Otávio Dagostim transita entre pintura, cerâmica e desenho, articulando memória, território e paisagem como elementos centrais de sua produção. O artista desenvolve trabalhos que dialogam com diferentes cidades catarinenses, como Cocal do Sul, Laguna, Urussanga, Balneário Rincão, Criciúma e Lauro Müller, acionando relações entre ambiente, convivência e experiência. Ao longo de sua trajetória, participou de exposições como A Nova Geração da Arte e do Design Brasileiro, durante a Semana de Design de São Paulo, além de mostras na Casa Cor, em diferentes estados.
O desenho e a pintura constituem o eixo central da produção de Heitor Machado, que explora o uso do carvão e de materiais secos como extensão do gesto e da matéria. Suas obras estabelecem uma relação direta entre suporte e emoção, revelando tensões visuais e sensíveis. Entre as exposições das quais participou estão Jovens Artistas Catarinenses, na Galeria Willy Zumblick, na Fundação Cultural de Criciúma, além de trabalhos apresentados na Sala Edi Balod, na Unesc. “Minha produção compreende o papel como pele, carne e vida. Meus traços descrevem emoções que sinto, vejo e escuto”, afirma o artista.
As narrativas poéticas de Luiz Gustavo Corrêa partem de questões psíquicas, introspectivas e da convivência social, traduzidas em pinturas e desenhos. Sua pesquisa investiga a ausência do corpo e da presença emocional como forma de representação humana. O artista soma exposições em espaços como o Museu de Arte de Blumenau, a Fundação Cultural de Criciúma, o Museu do Carvão e o Jockey Club São Paulo. “Minha pesquisa gira em torno de como o ser humano pode ser representado pela ausência, tanto física quanto emocional”, destaca.
A exposição “Encontros Paralelos” integra o Calendário do Circuito das Artes Visuais 2026, lançado pelo Movimento Sul Catarinense em parceria com secretarias de cultura, galerias e museus de diferentes municípios. Criado no início desta década, o movimento atua no fortalecimento da cena artística regional por meio de exposições, ações educativas, formação de público e circulação da produção contemporânea.
Esta é a terceira exposição do calendário anual do Movimento Sul Catarinense em 2026, que seguirá com atividades em diferentes cidades do Sul do estado.



















