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Do Sul para a condução de jogos Brasil afora

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Ela já atravessou modalidades esportivas, diferentes locais como praticante e profissional, mas foi nos campos de futebol que Jaqueline Blasius, 32 anos, encontrou o seu lugar para atuar com ainda mais paixão. Formada em educação física, este encanto pelo esporte vem desde a infância, quando jogava futsal.

Uma bolsa de estudos para integrar o time de futsal da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) trouxe vivências como participar dos Joguinhos, JASC e Liga Nacional. A carreira como atleta foi encerrada em 2016 defendendo a equipe Fut7, de Cocal do Sul, onde disputou o estadual, a Copa do Brasil e o brasileiro da modalidade.

Antes disso, Jaqueline iniciou a trajetória na arbitragem em 2014. Ela foi convidada a apitar os jogos escolares e em seguida o campeonato Moleque Bom de Bola. No mesmo ano ingressou na Liga Atlética da Região Mineira (LARM). Desde então a atuação como árbitra despertou um interesse até então desconhecido.

“Meu primeiro jogo pela LARM foi no campeonato municipal da cidade de Treze de Maio. Desde então fui criando gosto pela arbitragem. No ano seguinte comecei fazer o curso da Federação Catarinense de Futebol (FCF) na cidade de Balneário Camboriú, com duração de 5 meses, contendo aulas teóricas e práticas. E para permanecer ao quadrado da Federação é preciso todo ano passar na prova teórica e no teste físico”, conta.

A dedicação e o desempenho de Jaqueline chamaram a atenção da Federação Catarinense de Futebol (FCF). Por isso, recentemente, ela foi indicada a fazer parte do quadro de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“Ser indicada ao quadro da CBF não foi nada fácil. Foi preciso trilhar por caminhos árduos tendo resiliência, paciência, persistência e muito preparo físico e estudo das regras. Realmente ‘querer’ é muito pouco quando se fala em sonho. Foi preciso abrir mão de muitas coisas, de estar com a família no final de semana, para estar preparada para quando a oportunidade chegasse. E ela chegou esse ano, onde tive a hora de ser indicada pela minha Federação ao passar por testes físicos e prova teórica, alcançando uma boa nota”, pontua.

Com a conquista desta indicação, Jaqueline realiza um sonho e torna-se uma das três árbitras de Santa Catarina. “Chegar ao quadro da CBF é muito gratificante e ao mesmo tempo desafiador. O sonhar tem que estar sempre com a gente. E ser grata pelas oportunidades, pelas pessoas que ficaram ao meu lado , incentivando e apoiando, e Deus acima de todas as coisas para acontecer naturalmente. A humilde e paciência é algo fundamental para esse processo”, frisa.

A árbitra ainda espera as escalas da CBF para fazer sua estreia, a qualquer momento. “O meu objetivo é o agora. Fazer um bom trabalho e estar ciente que existem degraus. Batalhar e evoluir a cada dia, tendo como meta chegar a apitar um jogo da Série A do Brasileirão”, finaliza.

Colaboração: Eliana Maccari