Com a proposta de democratizar a arte, o II Festival Nacional de Teatro Revirado também está promovendo inclusão. Três intérpretes em libras, que trabalham em revezamento, estão acompanham os espetáculos em Içara.
A pós-graduanda em Libras Ana Paula Marques é quem levou acessibilidade aos surdos na tarde desta quarta-feira, dia 19, em Içara, no espetáculo El Grand Scaramouche. “Ficamos muito felizes quando o Cirquinho do Revirado nos procurou. É uma conquista para toda a comunidade, e saber que eles estão interessados em promover a inclusão reforça o compromisso social do grupo”, enfatizou a jovem, que também é graduada em Letras.
“Queremos que todos assistam aos espetáculos, por que não eles estarem aqui sentindo a vibração que os demais estão sentindo? Acreditamos no poder da arte, na emoção que é transmitida do espetáculo para a plateia, e todos merecem viver esta sensação”, colocou Yonara Marques, do Cirquinho do Revirado. Segundo a artista, a ideia é que no próximo Festival, sejam feitas autodescrições das peças para os cegos.
A inclusão proposta pelo evento contempla todos os públicos. Idosos, clubes de mães e alunos estão sendo beneficiados com os espetáculos. A usuária do Cras de Içara, Eliane Estevão, tem 50 anos e nunca havia assistido uma peça de teatro antes. “Por falta de oportunidade, e porque no ano passado não estava tão animada”, conta a dona de casa que está superando uma depressão. “Este ano decidi que viria e foi a escolha mais sábia. Me diverti muito e tive ótimos momentos com meus colegas”, contou.
Colaboração: Tânia Giusti/Imprensa PMI



















