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Trabalhadores do setor químico deflagram greve

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Foto: Divulgação

Sem acordo para a renovação da convenção coletiva, trabalhadores do setor químico da região decidiram cruzar os braços. O primeiro piquete de greve foi formado na madrugada dessa terça-feira, em frente a uma empresa de Criciúma, contando com o reforço de aproximadamente 200 lideranças sindicais de todo o Estado e de integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST).

Em campanha salarial, a categoria já estava em estado de greve, aguardando a evolução das negociações. Porém, as tratativas não obtiveram êxito. A rodada marcada para a última quinta-feira, dia 30, não contou com a presença de representantes das empresas, que apresentaram apenas um documento reafirmando a proposta de não conceder aumento real aos seus empregados.

O reajuste salarial seria apenas o equivalente à inflação do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que totaliza 1,83%. A classe patronal também sinaliza com intenção de promover redução de 60 para 30 minutos do período destinado à alimentação e descanso dos trabalhadores e com o fim da contribuição com parte dos custos de manutenção de serviços médicos, odontológicos e sociais prestados pelo sindicato aos trabalhadores.

A resposta das empresas que integram o Sindicato das Indústrias Químicas do Sul Catarinense (Sinquisul) à paralisação veio através de um dos advogados da entidade, Vladimir De Marck.

“O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química e Plástica não ouviu a opinião dos trabalhadores. Na única assembleia realizada em 2017, referente a esta negociação, nos dias 27 e 28 de setembro, houve uma presença bem discreta dos trabalhadores da indústria”, afirma.

Conforme o sindicato empresarial, além de ter um número pouco representativo de colaboradores, o assunto “greve” nunca foi mencionado. “Os trabalhadores, não querem paralisar suas atividades, pois entendem a dificuldade que o mercado apresenta neste momento. Os empresários sinalizam que os dois anos sucessivos de PIB negativo (-8,3%) foram os piores da história”, argumenta o advogado.

 

Especial Jornal Gazeta

 

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