O diagnóstico que vai embasar o planejamento das próximas etapas do projeto regional de recuperação do rio Urussanga foi apresentado na manhã desta segunda-feira (17), no auditório da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), em Criciúma.
A iniciativa é promovida e coordenada pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (CIM-AMREC). O trabalho reforça a atuação do consórcio na articulação de ações conjuntas entre os municípios. A recuperação do rio Urussanga está entre as principais bandeiras da Amrec para 2026.
A presidente do CIM-AMREC e prefeita de Nova Veneza, Ângela Ghislandi, abriu o encontro destacando a necessidade de os municípios se prepararem para eventos climáticos cada vez mais severos. O estudo contemplou atividades de campo, imageamento aéreo, elaboração de produtos cartográficos e outros levantamentos técnicos.
Segundo Ângela, as informações permitirão estabelecer prioridades e organizar as intervenções de maneira integrada entre os municípios envolvidos. Ela também chamou a atenção para as mudanças bruscas de temperatura e os períodos de chuvas intensas que têm atingido a região. “Esse diagnóstico vai nos dar um raio-x da situação do rio e mostrar o que podemos executar neste primeiro momento para melhorar o escoamento da água. É o começo de um trabalho que terá várias etapas. Vamos avançar a partir dessas informações até chegarmos ao desassoreamento”, pontuou.
O prefeito em exercício de Morro da Fumaça, Davi Pellegrini, destacou a importância da iniciativa e lembrou que a mobilização teve início no município, sob a liderança do prefeito Eduardo Guollo. “Em períodos de chuva forte, Morro da Fumaça enfrenta alagamentos em casas e ruas, e temos empresas que precisam interromper a produção. É uma situação que exige medidas preventivas e ações mais imediatas. Esse projeto vai nos ajudar a identificar onde podemos atuar para melhorar o escoamento e amenizar esses impactos. É um primeiro passo, mas vamos continuar trabalhando com foco no desassoreamento do rio, que é uma necessidade para o nosso município e para toda a região”, afirmou.
Os resultados foram apresentados pela analista ambiental Regina Fernandes, representante do Centro Tecnológico SATC, acompanhada pela equipe responsável pelo estudo. Este plano foi executado diante do alerta do El Ninõ e das necessidades de ações preventivas, pautado também pela nota técnica da FECAM. “É o princípio da precaução, vamos remover diversos detritos acumulados, árvores tombadas, troncos, galharias e demais obstáculos que restringem o escoamento”, pontuou Regina.
A reunião contou com a participação do grupo de profissionais da SATC, das áreas ambiental, engenharia, geologia, biologia, agrimensura e geografia: Letícia Possoli dos Santos, engenheira ambiental; Luiz Antonio Fernandes Mendes, engenheiro agrimensor; Maria Eduarda de Oliveira Candido, engenheira civil; Mauro dos Santos Zavarize, biólogo; Roberto Romano Neto, geólogo; e Willian de Oliveira Santana, geógrafo.
Também participaram do encontro os secretários municipais Israel Rabelo, de Içara; Leonardo Fellipe, de Urussanga; Paulo Amboni, de Balneário Rincão; e Márcia Bitencourt, de Jaguaruna, representando os respectivos prefeitos. Da mesma forma, profissionais da Defesa Civil da região carbonífera e dos municípios de Sangão e Jaguaruna.



















