sábado, 28 março, 2026
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Debate acalorado entre os candidatos de Içara

Com a aproximação das eleições, as campanhas são intensificadas, com o objetivo de chegar ao eleitor para conquistar o voto dos ainda indecisos e garantir ou mudar a opção de quem já escolheu seu candidato. Se o corpo a corpo e a propaganda eleitoral estão a todo vapor, o debate promovido na manhã de ontem, pela Rádio Difusora, não foi diferente: teve críticas e questionamentos incisivos entre Dalvania Cardoso (PP), Gilmar Axé (Psol) e Murialdo Gastaldon (PMDB).

O primeiro bloco foi marcado pelas considerações iniciais. Na sequência, vieram as perguntas com temas específicos. O primeiro assunto sorteado foi saúde e Gastaldon questionou Axé sobre sua opinião a respeito do programa Mais Médicos. “É um programa federal que deve ser ampliado a cada momento. O município precisa buscar a concretização desse projeto para a cidade. Para mantê-lo, há necessidade de parceria com o Governo Federal e, muitas vezes, o mandatário do município esquece que precisa desses recursos. Vocês propõem a continuidade, mas, ao mesmo tempo, o seu partido apoia um governo que tem a intenção de cortar o programa”, respondeu o candidato do Psol. 

“Temos nove médicos do programa em Içara. Quando não há profissionais que estudaram no Brasil, abre-se edital para brasileiros que estudaram no exterior. Se mesmo assim a vaga continua aberta, abre-se vaga para médicos estrangeiros. Os que estão aqui fazem um excelente trabalho, ficam nas unidades até o horário de fechamento. Esse programa foi renovado”, replicou o peemedebista. 

“O horário é cumprido por determinação do Ministério Público, que cobrou uma fiscalização por parte do Executivo. O município teve que assinar um Termo de Ajuste de Conduta”, disse o candidato do PSOL, em sua tréplica.

Divergências sobre segurança pública

Depois, foi a vez de Gastaldon responder a Dalvania sobre segurança pública. “É muito mais que colocar câmeras nos postes. É ter nove oficinas nos bairros para que as crianças tenham atividades após a aula. Segurança é aula de reforço, é esporte, ou à noite a dona de casa ter aulas de zumba, que tem mais de mil participantes. É manter os empregos, apesar dos índices de recessão econômica. Além disso, não sou candidato a governador e nem candidato a Deus para resolver o que a senhora falou no primeiro bloco (sobre redução dos índices de morte por derrame e AVC). É ter o Proerd e o Vizinho Solidário ampliados a todos os bairros, tanto que os índices de criminalidade diminuíram em relação aos anos anteriores”, apontou. 

“Não precisamos ser Deus para resolver os problemas da cidade, mas temos que encará-los de frente. As políticas públicas de investimento na criança, jovem e mulher são importantes para consolidar a segurança, mas a insegurança existe, sim. Içara é o único município da Amrec que não tem um convênio de rádio patrulha. Uma iluminação eficiente e políticas para evitar a dependência química também estão em nosso plano Gestão Já”, rebateu a progressista. 

“Temos, desde o início, políticas de combate ao uso de entorpecentes. É um diferencial do nosso governo em relação ao seu em Criciúma e todos os que a senhora teve a honra de participar e ter a reprovação popular em cada um. Temos vários convênios com as polícias Civil e Militar, mas não vou assumir responsabilidades que não nos cabem”, completou Murialdo Gastaldon.

Geração de empregos e dificuldades aos empresários

O terceiro a perguntar foi Axé, que questionou a candidata do PP sobre a proposta dela de gerar seis mil empregos na cidade. “Quero saber qual a fórmula mágica que vocês irão utilizar, diante do momento de recessão econômica, para abrir essas vagas?”, provocou. 

“Pretendemos explorar o potencial de Içara, que é um município privilegiado por sua localização geográfica e espaço físico, para poder instalar novas indústrias. Temos afugentado as empresas com a política do "tartaruguismo", da burocracia e da energia cara. Os seis mil empregos estão, sim, no programa de 40 em quatro, com a construção de galpões subsidiados, pelo qual os recursos voltarão para novos subsídios. E principalmente, vamos qualificar nossa mão de obra para atrair os investimentos. Temos uma universidade com um curso. Nossa ideia é alugar ou desapropriar para que se torne um polo multiprofissional. Os empregos estarão na agricultura, turismo e diversos setores”, explicou Dalvania. 

“Buscamos um plano voltado ao cidadão, que não acredita mais em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Vivemos na realidade, não apresentamos números de quanto iremos gerar. Estabelecemos que temos que resolver e aprovar o Plano Diretor e de mobilidade urbana e, de uma vez, tocar na questão que trava o município, que é a Cooperaliança”, disse o representante do PSOL. 

“Os problemas existem para ser resolvidos. Esse vai ser o primeiro passo para gerar empregos. Não faremos governo de expectativas, vamos atrair empresas de todos os portes, incentivar o microcrédito e a agricultura familiar”, treplicou a candidata.

 

Especial Jornal Gazeta

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