quinta-feira, 26 março, 2026
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Custo reabre discussão sobre número de vereadores

Os primeiros resultados do Observatório Social do Brasil em Içara foram apresentados na última quinta-feira e um dos dados apontados chamou a atenção. Conforme o levantamento, o Legislativo custa até 75,18% a mais para cada içarense do que em cidades de mesmo porte. Diante disso, a discussão sobre a redução no número de vereadores deve voltar à pauta.

Segundo apurado pelo Observatório, a Câmara custa R$ 97,93 para cada cidadão – são cerca de 54,8 mil moradores em Içara. Já em Mafra, com 55,9 mil habitantes, são R$ 55,90. Em Canoinhas, com 54,4 mil, são R$ 60,09. O comparativo com o total de despesas apresentado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC) e as estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) de 2017 foi apresentado junto com a divulgação do primeiro relatório quadrimestral da entidade.

“O Observatório Social entente que a situação econômica atual exige medidas severas para o equilíbrio das contas públicas”, coloca o presidente Renato Brígido. Os dados foram encaminhados em ofício à Casa Legislativa com a solicitação de um projeto de redução de custos. Uma das sugestões é a criação de normativa para as compras diretas. Além disso, o OSBI vai acompanhar as eventuais medidas a serem anunciadas. “Sabemos que houve aumento de vereadores e que os custos não acompanharam proporcionalmente. Este esforço é muito importante. Entendemos agora que é possível fazer ainda mais”, completa Brígido.

O Presidente do Legislativo içarense, Alex Michels analisa os dados divulgados pelo Observatório Social. “O comparativo foi feito levando em consideração o número de habitantes e não a receita do município e outros itens. Eles compararam com Câmaras que têm dez, 13 vereadores, além do número menor de funcionários efetivos, e é claro que isso acaba impactando no orçamento”, contrapõe.

Ele lembra que, desde o início do ano passado, foram tomadas medidas para conter as despesas, como a redução de salários e gratificações. Ele defende que a Câmara volte a ter 11 cadeiras e, para tanto, protocolou um projeto de lei com esse propósito no início do ano. “A matéria está nas comissões, mas como o prazo de análise se esgotou, já pode ser levado à votação. Não faremos isso nesse momento devido ao período eleitoral, para não parecer algo eleitoreiro, mas pode ir logo após as eleições”, informa.

 

Especial Jornal Gazeta

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