No fim do mês de maio, o prefeito de Içara, Muriraldo Canto Gastaldon, informou que iria abrir licitação para contratar uma nova empresa responsável pela iluminação pública da cidade. Isso porque, o contrato com a Quantum venceu em abril, mas a empresa tinha firmado acordo para continuar realizando os trabalhos até o mês de junho. A licitação, no entanto, foi adiada. Um novo acordo ficou estabelecido, agora para um prazo de 120 dias.
“Na verdade, o contrato não foi renovado, houve uma prorrogação por mais quatro meses. A Quantum está cumprindo com o trabalho dela e realizando a manutenção da iluminação pública como previsto, por isso resolvemos prorrogar. Até porque, a intenção é se mantenha com a empresa até, pelo menos, o fim do ano”, ressalta o secretário de Planejamento, Eduardo Rocha.
Em uma reunião que ocorreu na Câmara de Vereadores na última quinta-feira, foi questionado o fato da empresa não possuir um caminhão grande para realizar a manutenção nos postes mais altos. O assunto foi pautado por conta da falta de iluminação nos viadutos da cidade. “A Quantum é a contratada pela prefeitura e o fato de ela não possuir um caminhão maior não impede que ela alugue um para realizar o serviço. Mas o caso é que ela tem sim, não aqui em Içara, mas em Florianópolis, o que pode ser facilmente trazido para cá”, acrescenta o secretário.
Critérios
De acordo com Eduardo Rocha, os critérios adotados pela prefeitura de Içara para as licitações, deveriam ser maiores. “Eu não acompanhei de perto como foi o processo de licitação da Quantum. Mas tem algo que eu já até conversei, que é sobre a questão das vantagens e desvantagens de uma contratação. Isso porque, a Lei 8666 determina que a prefeitura contrate a proposta que ofertar o menor preço. Contudo, nem sempre o que é mais barato, é mais vantajoso”, complementa o Secretário de Planejamento.
Quantum
Segundo o supervisor de contrato da empresa, Ailton de Souza Junior, o convênio com a prefeitura de Içara foi firmado no valor de R$408 mil. Ele havia dito, inclusive, que tal valor não atendiam mais às necessidades da empresa.
“O contrato tem duração de um ano e se ambas estiverem de acordo pode ser renovado por mais um. Acontece que para nós não está mais sendo viável por conta do valor. O preço do cobre subiu, assim como o de outros materiais e não temos mais como manter o contrato firmado anteriormente”, explica.
Quando o prazo prorrogado vencer e a prefeitura abrir nova licitação, a empresa pode, novamente, se candidatar. A Administração irá optar por aquela que, mais uma vez, ofertar o menor preço.
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