O Criciúma vem fazendo uma campanha elogiável durante toda série C. Com 100% de aproveitamento em seus domínios, figura no G4 desde o início da competição, no entanto uma coisa tirava o sono de Paulo Baier: a vitória fora de casa. A equipe até fazia bons jogos, mas tomava muitos gols. Só nos últimos 4 jogos eram 11 gols sofridos. Algo precisava ser feito.
Bancou e aprovou

Baier chegou a Erechim surpreendendo a todos com a escalação pré-jogo. Esperava-se uma mudança na formação fora de casa? Sim. Mas bem diferente da implantada. Nosso comandante abdicou do 4-3-3, fortalecendo-se defensivamente com a entrada de Jessé como líbero, soltando mais seus laterais Helder e Claudinho ao ataque. Se o jogo não foi bom tecnicamente, taticamente foi perfeito.
Por que Jessé?

Ao ser questionado o porquê da escolha de Jessé, o comandante foi sucinto. Aumentar a estatura da equipe que tinha um adversário com o melhor ataque do campeonato e que fazia a maioria dos seus gols na bola aérea, dando maior liberdade a seus alas que tem caraterísticas bem ofensivas. Será que deu certo? Gol de Helder com assistência de Claudinho foi a resposta.
Quem é o cara do Criciúma hoje?
Para maioria o brabo tem nome: Paulo Baier. Mas analisando um pouco mais afundo, qual a responsabilidade Juliano Camargo que trouxe nomes qualificados para este elenco? Também a de Willian Rauptman que fez um trabalho de recuperação física excelente a estes atletas além de ter um discurso motivacional de vestiário invejável? Fico imaginando a cara do Rampinelli que abandou este barco no primeiro obstáculo.
Joga y joga

Muito criticado no CSA pelo futebol apresentado, Silvinho retornou questionado ao Heriberto Hulse. Seria este o mesmo Silvinho que passou por aqui outras vezes? A resposta tem vindo no campo. Monstro ofensivamente contra o São Jose foi crucial com os seus dois gols. Taticamente impecável conta o Ypiranga com sua voluntariedade foi muito importante na vitória. O homem está sobrando na série C.
Desabafo
Com a vitória tudo parece perfeito, porem cabe sempre ao comentarista se eximir desta euforia. Os torcedores muitas vezes não entendem, acreditam que na vitória, o momento é apenas de aplausos. Xinga de corneteiros e os rotula como o mal que existe no clube. Mas isso é torcida, apaixonada, muitas vezes irracional. Cabe o profissional se blindar e fazer o seu trabalho pois no final todos querem a mesma coisa: um Criciúma E.C melhor.
Cada jogo uma final
Com a vitória do Mirassol sobre o Botafogo-SP, o tricolor catarinense abre 4 pontos do quinto colocado e dá um grande passo a classificação. Próximo desafio será o Oeste em casa no domingo, último colocado do grupo. Jogo perigosíssimo, pois se entrar em clima de “oba-oba” corre o risco de perder pontos importantes. Na série C é assim amigo, ninguém entrega nada de graça.
Uma ótima semana a todos e até a próxima corneteada de 2ª.
