Devido sobretudo a informações distorcidas divulgadas em redes sociais, moradores da região Sul do Estado se apavoraram com a possibilidade de um desastre natural ocorrer neste sábado, devido a um ciclone extratropical que se intensifica entre o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Mas segundo o meteorologista Piter Scheuer, não há motivo para pânico.
“Falaram até em ventos de mais de 200 quilômetros por hora, mas não é isso que os modelos mostram. Aliás, mostram que o ciclone perdeu intensidade entre quarta e quinta-feira. Nesta sexta já teremos dados mais precisos. Se ocorrer ventos de mais de 100 quilômetros por hora, será no alto da serra, algo normal para aquela região”, afirma.
Para o litoral, no momento a previsão é ainda de ventos fortes, com rajadas de 60 a 80 quilômetros por hora. O ciclone também favorece a condição de mar agitado e risco de ressaca no final de semana, especialmente no domingo, de acordo com a Epagri/Ciram. Segundo a Defesa Civil do Estado, a equipe estará monitorando a formação do fenômeno na costa, mas até o fim da tarde dessa quinta-feira não havia nenhum sinal de alerta emitido pelo órgão à população.
A Defesa Civil ainda lembra que ciclones extratropicais são sistemas atmosféricos que atuam no litoral sul do Brasil durante todo o ano, apresentando maior frequência entre final de outono e início da primavera. Quanto maior a intensidade dos ciclones e maior sua proximidade da costa, maior será a intensidade dos ventos e adversidade de mar no litoral de Santa Catarina. Por isso, a importância de monitorar a formação, intensidade e trajetória de deslocamento de tais sistemas.
Especial Jornal Gazeta


















