“É triste ver toda uma produção indo embora, sendo perdida por causa da chuva. A gente faz investimento com recurso próprio, para fazer a lavoura e depois fazer a colheita. Mas quando chega no momento de colher, acontece essa chuva e podemos dizer que praticamente jogamos dinheiro fora”. O relato é do agricultor Ézio Budny, da comunidade de Vila Nova, que como outros produtores do município acumula prejuízos com o mau tempo.
E a previsão é de que o período de instabilidade se estenda pelos próximos dias, aumentando as perdas no campo. “O feijão, depois do fumo, é a principal fonte de renda da minha família. Não sabemos nem o que fazer”, lamenta o agricultor. A família de Budny plantou 40 hectares de feijão, com a perspectiva de colher aproximadamente mil sacas, mas só conseguiu chegar a 200, colhidas antes do mau tempo. “Com esta chuva, o que ficou na lavoura com certeza foi perdido. Então o prejuízo posso dizer que é de 80% da produção”, estima.
O produtor não foi o único a sofrer com a chuva. O feijão é uma das principais fontes de renda da agricultura içarense, e o prejuízo estimado é milionário. “Levando em consideração uma média de colheita da safra que temos em Içara, com aproximadamente 25 mil sacas perdidas, o prejuízo deve ficar em torno dos R$ 2,6 milhões. No entanto, até o fim desta chuva, esse número pode ainda aumentar. Em uma conta um pouco mais extremista, o prejuízo pode passar dos R$ 3,3 milhões. É algo realmente assustador”, coloca o engenheiro agrônomo da Epagri, Luiz Fernando Coan.
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