Um dos destinos mais procurados do Sul do Estado durante a temporada de verão, o Balneário Rincão mantém um ponto como impróprio para o banho, na região do arroio, conforme o levantamento divulgado ontem pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma). Nos outros sete locais analisados no município, as condições da água são próprias para receber os banhistas. A Fatma considera impróprio o local em que mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas cinco semanas anteriores apresentar mais de 800 coliformes fecais por 100 mililitros.
Também é reprovado o ponto que apresentar, na última coleta, resultado superior a 2 mil Escherichia coli por 100 mililitros. Já os pontos próprios para banho são aqueles em que 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas cinco semanas anteriores, no mesmo local, houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros.
O único ponto impróprio para o banho em Balneário Rincão já chegou a ser considerado como próprio nos primeiros dias deste ano, mas desde o relatório divulgado em 11 de janeiro, aparece como impróprio.
O secretário de Pesca, Agricultura e Meio Ambiente do município, João Picollo, sustenta que a prefeitura trabalha para mudar a situação. “Nós, como a secretaria responsável pelo setor de meio ambiente, sempre realizamos vistorias para saber se está tudo certo, se não há nenhum problema como vazamento de esgoto”, comenta.
Segundo ele, no caso do arroio, ainda não foi possível determinar a causa da irregularidade. “Nós já fizemos uma varredura para encontrar onde está sendo originado esse problema que deixa o ponto analisado pela Fatma como impróprio. Sempre que encontramos alguma (ligação clandestina de esgoto), nós trancamos, mas até agora no arroio não localizamos. Um tempo atrás, até fizemos uma limpeza completa no arroio, na expectativa de que não viesse a dar problemas”, argumenta o secretário.
Porém, de acordo com ele, o esgotamento irregular não é único problema encontrado no município que pode interferir na balneabilidade. Picollo ressalta que por muitas vezes se encontram materiais descartados indevidamente, como lixo doméstico, que podem prejudicar a qualidade da água. “O pessoal joga muito material usado fora, mas não dá o destino certo. Nos nossos trabalhos, a gente já chegou a localizar sofá velho, televisão, entre tantas outras coisas. E tudo isso, em contato com a água, pode acabar contaminando e assim gerando novos problemas”, finaliza.
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