quinta-feira, 26 fevereiro, 2026
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Atendimento humanizado transforma desafio da prematuridade em história de acolhimento e esperança

Para muitas mulheres, a maternidade por vezes é tratada como algo natural, instintivo e até mesmo esperado. Mas, ter filhos na realidade de muitas outras, torna-se um desafio imenso. Na vida de Pamela Carvalho Cesconetto, cliente do Plano de Saúde Unimed, esse era um sonho cada vez mais distante. Após inúmeras tentativas, ela optou pela fertilização in vitro (FIV) – o que lhe trouxe a grande surpresa de que não esperava apenas um, mas dois bebês.

“Fazia nove anos que eu vinha tentando ser mãe, fiz FIV com apenas um embrião saudável. Sabíamos somente que era um menino e tivemos uma grande surpresa quando dividiu o embrião e veio outro bebê”, conta. A notícia chegou para Pamela aos 37 anos de idade: “foi incrível quando a gente descobriu o segundo filho, foi maravilhoso! Eu perguntei para a médica: ‘tem certeza? É verdade?’. Ficamos muito felizes”.

A gestação da Pamela foi do tipo mono-di, que ocorre quando gêmeos idênticos (monozigóticos) compartilham uma única placenta, mas possuem bolsas amnióticas separadas. “Foi uma gestação tranquila, sem nenhum problema”, comenta, lembrando dos serviços oferecidos pelo Plano de Saúde Unimed Criciúma durante toda a gestação.

Os gêmeos univitelinos Benício e Joaquim chegaram antes da data prevista e nasceram com 34 semanas, prematuros. “A previsão é de que eles iriam nascer com 36 semanas, mas detectamos no ultrassom e vimos que o cordão umbilical do Joaquim estava com privação de sangue”, relata.

No instante em que era realizado o ultrassom, a médica informou que seria necessário fazer o parto naquele mesmo dia – 21 de janeiro de 2026, por meio de cesárea. E então, logo após o parto, os gêmeos Benício e Joaquim precisaram ser internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, no Hospital Unimed Criciúma, devido aos pulmões ainda não estarem prontos por conta da prematuridade.

Com dez leitos disponíveis, a UTI Neonatal oferece toda a estrutura necessária, junto a uma equipe especializada, para receber os bebês que nascem prematuros ou apresentam algum desconforto após o nascimento. Esse cuidado agiliza o início do tratamento e aumenta as chances de uma recuperação mais rápida.

 

Atendimento humanizado

Ela afirma que o atendimento diferenciado foi fundamental, fazendo com que se sentisse confiante, mesmo com tantas inseguranças. “A Dra. Giselle, da UTI Neonatal, foi muito humana, em explicar e confortar, além de toda a equipe de enfermagem, fisioterapia, todos os profissionais foram muito acolhedores, amorosos. Eu me sentia segura em ir embora e deixar meus filhos lá”, declara.

“São dias instáveis: um dia está tudo bem e no outro não muito, eles progridem, regridem”, comenta Pamela. Ela lembra que após o filho Benício receber alta da UTI Neonatal, foi feita a internação na Maternidade Luz e a partir deste dia ela passou a ficar em período integral no hospital, podendo acompanhar mais de perto a rotina dos gêmeos, ainda que separados.

 

Rotina desafiadora

Pamela conta que recebeu alta do hospital, no período após a cesárea, e precisou ir para a casa – mas sem os filhos. “Eu vinha todos os dias, tirava o leite para os meus filhos e ficava durante o dia todo aqui na UTI Neonatal”, comenta. Benício ficou 19 dias internado, mas o irmão Joaquim precisou ficar mais tempo devido à imaturidade pulmonar, totalizando 22 dias na UTI Neonatal.

Um dos momentos mais difíceis para a família foi quando Benício precisou ser entubado. “Lá dentro a gente é leigo com informações e quando nos foi passado sobre a entubação, levamos um choque, pois achamos que pudesse ser algo pior, mas foi apenas para melhorar o tratamento e dar conforto a ele”, comenta, em meio às lágrimas.

 

Rede de apoio

Pamela contou com uma rede de apoio enquanto vivenciava esses dias mais difíceis. Além do esposo, que trabalha durante o dia, também contou com a ajuda da irmã, cunhada e enfermeiras que passavam a noite com ela.

Alguns dias depois, Joaquim também recebeu alta da UTI Neonatal, voltando ao seu lugar: ao lado do irmão e dos pais, trazendo alívio para a família. Os gêmeos já atingiram o peso de que precisavam e os pulmões também já ganharam forma, evoluindo bem, contando com todo o acompanhamento de uma equipe técnica do Hospital Unimed Criciúma. Os irmãos receberam visitas diárias da fisioterapeuta, que foi fundamental neste processo.

 

Carinho em cada detalhe

Nos dias no hospital, a rotina seguiu normalmente para os recém-nascidos – Benício mamando no peito e mamadeira, enquanto Joaquim ainda se alimentava por sonda, mas já vinha treinando para conseguir mamar no peito da mãe.

“Na internação, no quarto, desde o pessoal da limpeza, copa, técnicos, enfermeiros, todos os profissionais são muito cuidadosos e fomos muito bem tratados aqui. Tudo o que a Unimed oferece, o tratamento, é muito bom”, ressalta a mãe.

Pelos corredores da Maternidade Luz e nos dias vividos na UTI Neonatal, Pamela viu em outras mães um refúgio, pessoas com que podia dividir suas dores e medos e compartilhar a mesma experiência. “Fiz amizade com outras mães e quando cheguei lá, a forma com que as outras mães conversavam comigo, tudo o que me passavam, me tranquilizava. A gente trocava muitas ideias, conversava muito”, lembra.

Hoje, depois de tudo o que passaram, Pamela lembra de quando chegaram ao Hospital Unimed Criciúma, no dia 21 de janeiro, sem saber o que viria pela frente. Mas se sente grata por todo o atendimento, desde a chegada para o exame de ultrassom, o parto, a internação e todo o acolhimento que recebeu no mesmo lugar. “Às vezes, eu olho para os meus filhos e não acredito, são dois! Me sinto abençoada, privilegiada. Eu queria muito ter um filho, ser mãe, e tenho dois filhos”, celebra.

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