quinta-feira, 29 janeiro, 2026
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Associação dos Surdos de Criciúma (ASC) fortalece inclusão e acessibilidade na região

A Associação dos Surdos de Criciúma (ASC) é uma entidade sem fins lucrativos e atua há 21 anos promovendo a inclusão social, cultural e educacional da comunidade surda, beneficiando diretamente pessoas surdas e também ouvintes, em Criciúma e região. Com uma nova diretoria formada para atuar pelos próximos três anos, a ASC está em pleno funcionamento legal para trabalhar diariamente pela comunidade surda, com parcerias, encontros de surdos, confraternizações integrativas, esporte, lazer, palestras e cursos, com foco nas pessoas surdas e também em ouvintes que desejam conhecer a cultura surda.

“Nosso objetivo é garantir que as pessoas surdas tenham acesso pleno à informação e aos seus direitos. O surdo que está associado participa dos nossos encontros, como palestras, confraternizações, atividades esportivas e passeios; interage com ouvintes que estão integrados à comunidade surda e se sente cada vez mais valorizado e ativo”, afirma a presidente da ASC, Bianca Zacarias Nogueira Felisberto.

A atuação da Associação dos Surdos de Criciúma possibilita que os surdos associados consigam descontos oferecidos em diversos estabelecimentos, como farmácias, barbearias, manicures ou serviços de papelaria. “Iniciamos em 2026 com novos parceiros que entenderam a credibilidade da ASC e estão conosco nesta caminhada para proporcionar bem-estar ao surdo. Ao longo do ano, teremos novas captações de parceiros nos mais diversos ramos de atividades”, enfatizou a tesoureira Luana Thomaz.

Ainda segundo a presidente Bianca, a ASC é muito relevante para toda a sociedade, pois tem sido um grande diferencial na vida dos surdos e de seus familiares. “Pedimos para você que é surdo, aproveite o início do ano e entre em contato conosco para conhecer a Associação dos Surdos de Criciúma e ser sócio conosco. As atividades junto à associação para o ano 2026 iniciam a partir de fevereiro com ações diversas que estão sendo organizadas pela diretoria. Então, você que é ouvinte e tem familiares ou conhecidos surdos, avise que há uma associação que luta pelos direitos deles”, orienta.

Além das pessoas surdas, a ASC está de portas abertas para todos, sejam adultos ou crianças. “Ouvintes que desejarem se tornar sócios serão muito bem-vindos, pois sua participação contribui para o fortalecimento do movimento da comunidade surda, na busca por inclusão e acessibilidade”, reforçou Bianca.

Karen Silva Bitencourt é professora e foi por meio da Associação dos Surdos de Criciúma que entendeu que sua surdez deve ser evidenciada, e não escondida. “Eu saí do ‘armário da surdez’ após ingressar em um curso de Libras na universidade. A presidente da ASC, Bianca, participou como convidada e fez um depoimento. Então, criei coragem para contar às pessoas sobre a minha deficiência, sem sentir vergonha de ser surda. A associação tem esse papel, que é trazer visibilidade àqueles que muitas vezes estão no anonimato”, declarou Karen, que também faz parte da nova diretoria da ASC.

Sobre a associação

A Associação dos Surdos de Criciúma foi fundada em 2004 e, com 21 anos de atuação, segue ativa em uma sala localizada no prédio da antiga prefeitura, na rua Anita Garibaldi, no Centro; o espaço foi cedido pela Prefeitura de Criciúma. A ASC é uma instituição sem fins lucrativos e tem como principal objetivo lutar por uma sociedade mais inclusiva, onde surdos e ouvintes possam conviver juntos em harmonia, respeitando e acolhendo as diferenças. O trabalho desenvolvido pela associação pode ser conferido pelo perfil do Instagram @asc.surdoscriciuma.

Nossa Logo

Nossa logo apresenta significado especial e destaca a história da cidade de Criciúma, seus lugares e suas memórias. Nela estão presentes as ferramentas que representam a extração do carvão realizada pelos mineiros; também é mostrado o capacete do mineiro. No canto inferior direito, aparece a chaminé, que representa as indústrias do município e o monumento da Praça da Chaminé. Ao fundo, existem traços amarelos que remetem aos raios de luz irradiados dos capacetes e também fazem alusão ao Monumento das Etnias.

Colaboração: Edi Carlos de Rezende

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